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domingo, 25 de julho de 2010

“Eu que não gosto de maquiagem, me deixei pintar...
"Não sabia que gostava de circo, amor?!"
Sorriu... Um riso que fere. Pensei.
E o franzir da testa me traiu: Vocação pra ser Palhaço?!! Será?!!
Mas com doçura ele disse: "-Ah, sai com água..."
E desde então tenho chorado...
- Não!! Não sai com água!! Sai com o tempo?!!
Ah, Sim. Haveria de sair...
É o tempo que permite ao mar lentamente esculpir a pedra...
Sorri. Consolada.
Houve diversão? Houve sim Senhor!
Mas agora havia a dor... ou seria apenas vaidade ferida?!!”
Cecília Braga

“Quero controlar nervoso o relógio, mil vezes por minuto, antes de ouvir o ranger dos teus sapatos amarelos sobre a madeira dos degraus e então levantar brusco para abrir a porta, construindo no rosto um ar natural e vagamente ocupado, como se tivesse sido interrompido em meio a qualquer coisa não muito importante, mas que você me sentisse um pouco distante e tivesse pressa em me chamar outra vez para perto, para baixo ou para cima, não sei, e então você ensaiasse um gesto feito um toque para chegar mais perto, apenas para chegar mais perto, um pouco mais perto de mim.”
Caio F. Abreu

“Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como outra pessoa, ou, o tempo todo, como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência. Estou tentando ser honesto e limpo. Uma possibilidade que eu precisava devorar ou destruir. Porque até hoje não consegui conquistar essa disciplina, essa macrobiótica dos sentimentos, essa frugalidade das emoções.”
Caio F. Abreu

“Tem muita gente que se distrai e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias... Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode ser monótono. Mesmo fazendo escolhas aparentemente definitivas, ainda assim podemos excursionar por dentro de nós mesmos e descobrir lugares desabitados em que nunca colocamos os pés, nem mesmo em imaginação. E, estando lá, rever nossas escolhas e recalcular a duração de "pra sempre". Muitas vezes o "pra sempre" não dura tanto quanto duram nossa teimosia e receio de mudar.”
Martha Medeiros

"...que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. Que sejam doce os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doce suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. Que seja doce. Que sejamos doce..."
Caio F. Abreu

“Quero me desculpar. Aliás, me desculpar é pouco, eu quero pedir sinceras desculpas, confesso perdão a você. Sim, eu errei com você e preciso me desculpar. Eu errei com você, em todos os sentidos e caracteres da palavra erro. Errei e preciso me desculpar. Sim, é isso mesmo, ME PERDOE, ME DESCULPE! Me desculpe por ter te amado, me desculpe por ter sido amigo. Me desculpe por ter feito por você tudo que eu gostaria que tivessem feito por mim. Me perdoe por ter te oferecido o que eu adoraria que tivessem me dado. Me desculpe por todas as vezes que eu tentei, desculpe o tanto que te incomodei, se insisti, se não me limitei à minha insignificância física, sentimental e comportamental perante sua grandeza e a dos que te rodeiam. Me desculpe por tudo, quem sabe, usando o nada que restou de nós.
Tira o sapato e deixa a pedra cair... pronto! Está livre de mim. Deixa tudo assim. Sabe o que é? Não adianta eu virar a página, não adianta eu arrancar a página se eu sempre voltar para comprar o mesmo livro! Não tem vilão, não tem mocinho, tem gente. Ninguém precisa se culpar, ninguém precisa se esconder, mas devemos respeitar. Não mandamos no que sentimos, não escolhemos a quem amamos, mas escolhemos o que fazemos. É por essas e outras que meu cachorro dorme lá fora no quintal e eu durmo aqui dentro: sou um ser racional, capaz de decidir meus atos. Portanto, controle-se!
Por que se importar tanto comigo? Por que se importar com o que eu falo, grito ou digito? Você nunca se importou muito comigo, não precisa começar agora. Deixa a poeira baixar e depois cataremos o que nos sobrou jogado ao chão. Agora não é o momento, agora não é o tempo, nosso tempo passou, mas não precisamos passar do limite. Seja feliz, é o que sempre te tentei, é o que quero que consiga. Eu era feliz até achar que só você poderia me fazer feliz, então eu só preciso voltar a não achar.
Um dia a gente se encontra e isso tudo passa. Até lá, desculpe, não posso fingir, aliás eu posso fingir, mas eu não quero mais fingir! É que agora eu sou alguém que aprendeu a respeitar as minhas vontades e a não mais passar por cima delas em benefício das suas ou das de ninguém. Não me tornei egoísta, mas preciso de um tempo para mim. Ninguém vive minha dor, ninguém vive minha vida, então EU tenho que decidir o que fazer. Por favor, pelo menos uma vez na vida me respeite: DEIXA EU TE ESQUECER, permita que eu me desapaixone!
Ainda assim, meu caro, me desculpe. Você não achava que eu lhe amaria todo este tempo, desculpe, mas eu tive que te decepcionar. Você não achava que eu seria capaz de me afastar, desculpe, mas eu novamente lhe decepcionei. Agora você deve achar que eu voltarei atrás como da última vez, então, já peço desculpas antecipadas, baby, pois novamente eu terei que lhe decepcionar. Não se preocupe, a vida é assim, você super erra, mas supera (ou não)!”
Ruleandson do Carmo

“(...) Você deixou a porta entreaberta, eu fechei. Fecho. Se abra inteiro, encontre alguma menina interessante, me deixe passar. O meu amor foi grande. É imenso. É sempre teu. Mas não mais vivemos juntos nele. Ainda penso conseguir um dia estar ao teu lado, saber te ouvir, arranhar teus ouvidos com meus sorrisos, ficar horas pendurada ao telefone. Me engano, assim, para doer menos. Já doeu demais. Continuo a te querer bem. Respeito nosso relicário. Respeito você. Sempre que noto as coisinhas construídas que me foram deixadas, me sinto bem. Faz cócegas ter você me alicerçando. Amores de ontem, todavia, devem ficar na poesia intocável. Por isso afirmo que aqui, nesse parágrafo, estou me despindo de você. Deixo tudo. Vai haver um ponto final adiante, porque aprendi a usá-lo. Deixo aqui. Não aceito devoluções. Se não for teu, sempre será de alguém. Te abraço com calma, para que os corpos solucem todos os beijos que não foram dados. Te entrego alguma coisa bem bonita. Que todo o amor que deixei seja teu, ainda que levado por outro alguém. Que o coração jamais se apague.”
Jaya Magalhães

“As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela. Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”
Mário Quintana
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