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domingo, 17 de outubro de 2010



“(...) É como se lá, si, sol, fá, mi, me dessem as mãos e fizessem partituras harmônicas e plenas por se depararem com o verdadeiro significado daquilo que de mais bonito mora dentro de toda a gente.

Basta ouvir uma daquelas conversinhas entre os dois no final da noite, quando ele afirma:

- Eu resolvi, decidi... nunca iremos morrer.

Ela, um pouco confusa, questiona:

- Como assim? Um dia todo mundo morre sim.

E ele murmura baixinho:

- Ora, dentro do meu coração tu vais viver para sempre.”


Natália Anson Lima

terça-feira, 17 de agosto de 2010



"Dava para saber que era o certo desde que te vi pela primeira vez. Eu sabia que era certo, tu não sabias. E ponto-final. Nenhuma mágoa. Eu sabia que acabaríamos nos apaixonando. Tu sabias pouca coisa sobre mim, então não há problemas. Eu já entendia o fluxo do vai-e-vem dentro de um coração. E sabia também que tu serias o único que entraria em mim de forma tão avassaladora e ali permanecerias por segundos, horas, anos, décadas, vidas. Tu não entendias bem a maneira que eu tinha de enxergar as coisas. Era simples, é bem simples. Eu entendo o amor no sentido pleno do amor. Compreendo sobre a quantidade de amor que cabe em um instante. E naquele dia, tu me preencheste de amor. Em um instante apenas. Tu não sabias ainda sobre os meus medos, das minhas inquietudes, e por isso é que não são necessárias desculpas. Naquela vez, na adolescência, eu já era velha de espírito. Coisa de mulher que já enfrentou várias barras. Tu eras pequenino ainda, porém tinha e tens dentro de ti essa alma imensa e bonita. E eu te recebi assim, dentro de mim criei um altarzinho com conchinhas e sorrisos teus. A verdade é que eu já sabia que era para sempre. E tu apenas começavas a saber."


Natália Anson Lima

domingo, 25 de julho de 2010



“Porque antes eu tinha... uma alma mansa, um sorriso pouco, uma esperança diminuta, uns olhos opacos. E então tu apareceste com todas tuas mil cores, teus gestos bonitos, tua paz, teus beijos enlouquecidos, teus lábios ansiosos, teu corpo em brasa, tua delicadeza, tuas delícias, tua forma de amar. E o meu planeta começou a ter pinceladas vermelhas e passou a se chamar "Amor".”


Natália Anson Lima