sábado, 19 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sábado, 20 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010

"E a minha veia artística se expressa muitíssimo bem nos dias em que eu quero fingir estar gostando, e fingir estar contente, e fingir que me divirto quando tudo não passa de uma noite e nada mais. Acontece que o romance vem se infiltrando pelas frestas mais pífias e quando eu me dou conta eu estou fugindo de novo da possibilidade e alegando que você não quis ficar comigo. A necessidade de ser amada entre o quente do beijo e o vácuo da separação das bocas se junta com o eterno medo que eu tenho de ser amada e aí eu tremo, e sinto frio, e minhas bochechas queimam porque o tesão é quente, mas a espera pelo acerto é torturantemente fria. E eu acabo idealizando muito o passado, esperando muito do futuro e conseguindo viver pouco do presente, simplesmente pelo fato de que eu passo a maior parte do meu agora pensando em tudo o que seria e não é."
Rani Ghazzaoui
domingo, 25 de julho de 2010

“Pra mim, ele não tem mais nome, não tem mais rosto, não tem mais nem registro de saudade. Eu não lembro de mais nada do jeito dele e não faço idéia do tom de voz que ele tem. Ele ficou no passado de verdade, com todo o esquecimento que o tempo é capaz de conferir à coisas que foram, mas deixaram de ser. A questão aqui não é o que eu sinto ou senti por ele, mas é o que dele sobrou em mim.”
sábado, 24 de julho de 2010

“Existem saudades competentes, aquelas que te fazem querer morrer pro mundo não te ver chorar tanto. Porque a gente lembra das risadas, não esquece dos abraços e, menos ainda, se perdoa por ter perdido aquela festa, aquele afago, aquele amor.
Saudade de verdade não se beija, porque ela se esconde no caminho do que queremos muito mas só lembramos ter tido. Saudade das músicas, dos gostos e dos cheiros, porque a vida continua sempre em frente, mas é nosso passado que modela quem somos hoje.”
Rani Ghazzaoui

“De todas as tentativas que eu tive para tentar falar de amor, eu falhei. Falhei em todas porque sempre fui muito afetiva quando estava longe e muito fria quando estava perto; porque sempre achei que as pessoas erradas eram as certas e as certas não existiam. Fiz cafajestes se tornarem príncipes encantados nos meus delírios adolescentes fantasiosos que só conseguiam fantasiar como seria a vida de uma menina pura, doce, rosada e sem graça, que eu, nunca fui. E eu espantava os caras perfeitos porque eu posso ser tudo nessa vida, menos perfeita. Porque eu sei fazer cara de blasè, mas na maioria das vezes eu faço é cara de nojo mesmo e cuspo pra fora todas as merdas que cuspiram em mim antes, evitando assim morrer de úlcera, morrer de tanto engolir e engasgar com as mesmas merdas que todo mundo engasga enquanto finge que é normal. Eles continuam tossindo com a mão na frente da boca, e eu continuo vomitando minhas verdades por aí, espantando o bíceps robusto e o cabelo com gel pra longe de mim.

“A pose toda de mulher e o peso abrupto de carregar o semblante fixo de nunca mais sofrer na vida, na cara, viraram um grande dilema no meio do caminho. Ela jurou um dia pra si mesma, e quem jura não descumpre promessa. Mas tinha um menino no meio do caminho, no meio do caminho tinha um menino e sem se dar conta à primeira vista, ela parou.”
Rani Ghazzaoui
sexta-feira, 14 de maio de 2010











