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domingo, 26 de dezembro de 2010




"Sinto falta do meu futuro e daquilo que, sinceramente, eu vislumbro..."


Elenita Rodrigues



“Eu tinha motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada. (...) Amava seus erros assim como amava os acertos, porque o que eu amava, enfim, era você.”


Tati Bernardi



“...durmo, certo de que ainda há muitas histórias para serem lidas, para serem escritas, para serem lembradas. Até para serem vividas, quem sabe?”


Caio F. Abreu



“O tempo corre, a gente vai descobrindo jeitos de se proteger.”


Caio F. Abreu



“O corpo humano se alimenta também de ausências...”


Rubem Alves



“Por que em algum lugar (nas mãos de Deus, eu acredito) está o plano mais perfeito de todos.”


Ivanúcia Lopes



“Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos. Mudaremos os cabelos, amansaremos as feições, apagarei seus gostos e suas músicas. Vamos envelhecer pelas mãos. Não andarei segurando os bolsos de trás de suas calças. Tropeçarei sozinho em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes. Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos de família. Riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade com seus inimigos. Sua bolsa não se derramará sobre a cadeira. Não poderei me gabar da rapidez em abrir seu sutiã. Vou tirar a barba, falar mais baixo, fazer sinal da cruz ao passar por igrejas e cemitérios. Passarei em branco pelos aniversários de meus pais, já que sempre me avisava. O mar cobrirá o desenho das quadras no inverno. As pombas sentirão mais fome nas praças. Perderei a seqüência de sua manhã - você colocava os brincos por último. Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Seus dentes estarão mais colados, mais trincados, menos soltos pela língua. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá-la com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá-la com a dúvida. Adeus, meu amor, a vida não nos pretende eternos. Haverá a sensação de residir numa cidade extinta, de cuidar dos escombros para levantar a nova casa. Adeus, meu amor. Não faremos mais briga em supermercado, nem festa ao comprar um livro. Não puxaremos assunto com os garçons. Não receberemos elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar. Não dividiremos o jornal em cadernos. Não olharemos as vitrines em busca de presentes. O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água. Adeus, meu amor. Terá filhos com outros homens. Terá insônia com outros homens. Desviará de assunto ao escutar meu nome. Adeus, meu amor.”


Fabrício Carpinejar



“Eu acreditava. Na verdade, sempre acreditei. Eu acreditava em romance, amor eterno, amor da vida, gente que fica juntinha até depois do fim. Eu acreditava em príncipes, princesas, contos de fadas, mundo cor de rosa. Sabe, eu sempre acreditei nessas coisas. Até que. Tem coisa que não volta, por mais que a gente queira. Você pode até tentar voltar o disco, repetir a música, insistir na letra, cantar o mesmo refrão por mil e um minutos, fechar os olhos. Tem sentimento que não volta. Mesmo que você se esforce, recorde, tente voltar a página, refrescar o coração. Alguns sentimentos são bem pontuais: chegam, esperam pra ver se devem ficar e decidem partir ou continuar. Tem música que não volta. Tem som que não volta. Tem amor que não volta. Tem momento que não volta. Tem palavra que não volta. Tem grito que não volta. Tem silêncio que não volta. Tem beijo, tem abraço, tem oportunidade, tem tempo, tem até vida que não volta. E tem a gente que se perde no meio de tudo isso, com um coração cheio de sentimentos, uma cabeça cheia de sonhos e uma realidade cheia de tristeza.(...) As pessoas não pensam em como uma coisa dita pode ferir a outra pessoa tão fundo, mas tão fundo que lateja loucamente nos dias chuvosos. A gente devia pensar muito antes de dizer coisas que machucam. Ou pelo menos se arrepender verdadeiramente. Devia ser proibido magoar quem amamos. As pessoas não se dão conta que magoando um amor estão magoando a si mesmas. Por essas e por outras, queria ser menos emotiva. Espero conseguir um dia.”


Clarissa Corrêa



“Conta outra, nessa eu não caio mais, já foi o tempo que eu pensei que você era um bom rapaz. E corta essa de querer me impressionar, coisa boa é Deus quem dá, besteira é a gente quem faz. (...) Mas eu não caio do salto, não brigo, não falto com a minha verdade. Sinceridade? Sai que a fila tem que andar...”


Maria Rita



“Ah, milhares de pessoas não têm coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se feliz e preferem a mediocridade.”


Clarice Lispector



"(...) e me dá uma saudade irracional de você. Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas... Dizer que te considero - pode ser por mais um mês, por mais um ano, ou quem sabe por uma vida - e que hoje, só por hoje ou a partir de hoje (de ontem, de sempre e de nunca), é sincero."


Caio F. Abreu



“Meu coração quebrou o silêncio, depois de muito tempo. Eu nunca consegui te dizer todas as coisas que sentia, mas isto não significa que eu não as sentia. A verdade é que eu cansei de mentir para mim mesma, fingindo que está tudo bem enquanto meu coração grita de dor. Eu precisava te dizer que eu não posso nem consigo demonstrar felicidade todo o tempo. É inevitável, as vezes, demonstrar um pouco de tristeza. Aprendi, em alguns momentos, a mostrar uma felicidade que não existe, que eu mesma criei, mas a máscara não dura muito tempo. Não sou boa em manter máscaras, esta é a verdade. Sou movida a sentimentos, embora sempre os torne maiores do que realmente são. Sempre foi assim, desde o início e acho difícil ou quase impossível mudar, mesmo que eu queira. Eu sou como uma canção que você ouviu, gostou, mas que esqueceu largada em um CD qualquer e apesar de você não lembrar que eu exista eu ainda estou aqui, como sempre estive. Entre sofrer ou ser feliz eu escolho esquecer o que me machuca . Não posso mais sofrer, não posso e nem quero.”


Jullie



“Não sabia de onde vinha. Só sabia que sentia. Olhando pro nada. Ela sorria. Poderia ter cometido um crime. Poderia amar em segredo. Poderia ter lembrado de coisas boas. Ela sorria. Como quem abafa um suspiro. Como quem guarda um segredo. Mas não era, nem segredo nem nada. Era felicidade e era muito. Perguntava de onde e por que. Mas não tinha resposta. Ou tinha? 

-Não tem jeito meu bem, uma hora na vida a gente tem que ser feliz. Então era.”


Vanessa Leonardi



“Por que você não atende as minhas ligações? Sei que você tem lá suas razões. Olho milhões de vezes sua foto, me pergunto em que ponto perdemos o foco. Por que você não atende se vê que sou eu? Será que é teu jeito de dizer adeus? Rodo mil histórias na minha cabeça. Daqui a 10 minutos talvez eu enlouqueça. Enlouqueça. Fora, seu silêncio me devora. Algo diz pra eu ir embora, não entendo os seus sinais. Mas fica com você a desculpa pra inventar, quando resolver ligar posso não te querer mais. Olho pra pessoa em que você me transformou e depois não quis mais, abandonou. Vejo que a vida me prestou esse favor. Me fez sempre pronta pra viver um novo amor.”


Ana Carolina



"A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro."


Platão