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sábado, 24 de julho de 2010



“Enquanto não deixamos o passado para trás, não há futuro.”




Ailin Aleixo


“Ele disse: ― Eu não vou me esquecer de você.

Ela disse: ― Nem eu.”



Caio F. Abreu


“Então é isso - como sou insuportavelmente romântica, meu Deus. (...) Porque ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta para mim.”


Fernanda Young


“Mas não vou ceder. Foi a última paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso. Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder.”


Caio F. Abreu


“Aonde está você pelo amor de Deus! Aonde está você? Não vê que estou cansada de pertencer a todos e não ser de ninguém? Não vê que minha devolução me enfraquece cada vez mais em me entregar? Não vê que na loucura de te encontrar não meço as entregas? E elas nunca são entregas porque eles nunca são você.”


Tati Bernardi


“(...) Vim aqui me buscar porque a insatisfação me perguntava incontáveis vezes o que eu iria fazer para transformá-la e chegou um momento em que eu não consegui mais lhe dizer simplesmente que eu não sabia. Vim aqui me buscar porque cansei de fazer de conta que eu não tinha nenhuma responsabilidade com relação ao padrão repetitivo da maioria das circunstâncias difíceis que eu vivenciava. Vim aqui me buscar porque a vida se tornou tediosa demais. Opaca demais. Cansativa demais. Encolhida.”


Ana Jácomo


“De todas as tentativas que eu tive para tentar falar de amor, eu falhei. Falhei em todas porque sempre fui muito afetiva quando estava longe e muito fria quando estava perto; porque sempre achei que as pessoas erradas eram as certas e as certas não existiam. Fiz cafajestes se tornarem príncipes encantados nos meus delírios adolescentes fantasiosos que só conseguiam fantasiar como seria a vida de uma menina pura, doce, rosada e sem graça, que eu, nunca fui. E eu espantava os caras perfeitos porque eu posso ser tudo nessa vida, menos perfeita. Porque eu sei fazer cara de blasè, mas na maioria das vezes eu faço é cara de nojo mesmo e cuspo pra fora todas as merdas que cuspiram em mim antes, evitando assim morrer de úlcera, morrer de tanto engolir e engasgar com as mesmas merdas que todo mundo engasga enquanto finge que é normal. Eles continuam tossindo com a mão na frente da boca, e eu continuo vomitando minhas verdades por aí, espantando o bíceps robusto e o cabelo com gel pra longe de mim.

Passei um tempão incontável da minha vida achando que por mais que eu me esforçasse, eu nunca seria capaz de achar alguém que agüentasse a minha presença porque eu sou mal-humorada e meu cabelo não é tão liso quanto parece. Tinha medo de ser muito forçada na hora de atrair alguém, e acabar repelindo essa pessoa quando ela descobrisse que de noite eu sentia solidão e enfiava meu travesseiro entre as pernas pra preencher um vazio que os babacas do sábado a noite nunca preencheriam. Porque eu sempre me fiz de moderna, mas nesse lugar só o travesseiro tocou antes de você chegar. E você chegou de repente com o seu jeito de risada rosada de quem não sabe onde enfiar a cara quando alguém fala algum absurdo. Eu sempre falando tantos absurdos pra você, te deixando vermelho, quente, meio tarado pela idéia de me ver brava de novo, fazendo charminho pras coisas que tanto eu quanto você sabemos que eu acabo por ceder. Pra você, sempre.

Me arrepiou do dedo mindinho do pé até o fio do ponto mais alto da minha cabeça, e eu tive certeza absoluta que não eram simples formalidades dessa vez, que não ia ser fugaz e fútil e que era "bão", era "bão". O seu jeito - que eu sempre achei que era o exato jeito que brigava com o meu - me completou de uma forma que eu não consigo falar, porque toda vez que eu tento, percebo que minha boca está ocupada de você e que as horas passaram sem que eu nem ao menos ouvisse os sininhos tocarem ou as borboletas voarem dentro de mim. Os sininhos não existem e eu sempre tive asco do corpo de inseto da borboleta, aí eu resolvi deixar de ser a idealizadora da felicidade glamourosa pra ir viver o gozo da vida simples que eu sempre ignorei.

Cansei de andar nas pontas do pés e resolvi andar de pé inteiro, no chão, no barro, no barranco. Despenquei e caí lá embaixo: totalmente de quatro por você. Tão brega na minha paixonite que não ligo pra nenhuma das besteiras que eu ligava há dois minutos atrás. O tempo vai mudando rápido e a felicidade não poderia ser mais real e presente nas nossas tantas diferenças.”


Rani Ghazzaoui


“(...) Andei amando loucamente, como há muito tempo não acontecia. De repente a coisa começou a desacontecer. (...) Agora está passando: um band-aid no coração, um sorriso nos lábios – e tudo bem. Ou: que se há de fazer.”


Caio F. Abreu


“Tô tirando férias, dando um tempo disso, chega de amar, chega de me doar, chega de me doer.”


Caio F. Abreu


“Mas não se esqueça: assim como não se deve misturar bebidas, misturar pessoas também pode dar ressaca.”


Martha Medeiros


“A gente até engana os outros de que é feliz, mas por dentro a solidão só aumenta. Estar com alguém errado é lembrar em dobro a falta que faz alguém certo.”


Tati Bernardi


“Tratava-se realmente de um anjo. não sei se arcanjo ou serafim, mas indubitavelmente, irreversivelmente, inconfundivelmente — um anjo.”


Caio F. Abreu


“Quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.”


Caio F. Abreu


“Eu poderia descrever você das formas como eu imagino, lidando apenas com as luzes fracas da sala de estar, a sua sombra tomando conta do sofá, seus olhos observando sobre os óculos aquilo que se enxerga somente a olho nu. Eu taparia toda a minha privacidade se soubesse que com esses mesmos olhos você me diria tanta coisa.

Eu me deixei ser traduzida, suas mãos que bem levemente iam lendo por entrelinhas as alegrias e desesperos da minha vida, tatuadas na pele, com a mesma firmeza que prendo o ar pra não deixar escapar nada. Ah se eu soubesse que me levaria tão bem nas palmas das mãos teria sido mais firme, grudaria os pés no chão, as mãos na parede, pra que não me arrastasse assim pro seu lado. Eu teria acendido as luzes, posto a mão nos seus olhos só pra não me perder dentro deles, pra não cair nesses poços sem fim, que sugam as incertezas do meu coração e levam pra sabe-se lá onde.

Eu poderia descrever você como um simples cara que conheci, mais um homem na minha vida, mais um corpo que me sustentasse as mágoas, mais um sorriso que me abrisse as portas, mais um abraço que me escondesse.

Estou acostumada com a sua mão segurando a minha, um encaixe, que se tivesse sido combinado teria dado errado. Eu poderia fingir que não ligo a mínima quando liga pra mim e que me deixa louca só de imaginar você sorrindo, eu poderia muito bem te dizer pra calar essa boca, só pra que eu não escutasse a sua voz bem pertinho de mim e sentisse esse arrepio que começa e não acaba nunca. E eu te faria acreditar que no teu abraço ainda sou a mesma.

Já não sou mais. Eu posso muito bem te dizer que quando você tá do meu lado tudo fica normal, eu posso te convencer que quando você tá perto o meu coração não bate mais rápido. Poderia muito bem, sim, eu poderia muito bem te deixar de lado, e sobreviver sem as formas como eu te imagino.”



Marcella Casari


"...O importante foi ter vindo, o importante é o caminho que se fez, a jornada que se andou..."


José Saramago