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domingo, 28 de novembro de 2010
"Eu ouvi dizer que você falou q
ue está pensando em voltar pra mim, e
se entristece ao saber como eu estou, m
as você precisa saber que eu a
inda tenho um pouco de orgulho em mim e
embora quase morto, eu tenho aquele amor.
Mas eu não vou deixar você me ver assim.
Minha vida se modificou, d
o que eu era nada mais eu sou.
Eu me perdi e
no submundo onde estou s
obrevivo sem saber se vou a
inda crer no amor m
esmo sem ter você.
Mas se um dia, s
e um dia você voltar, e
ntão eu vou ter chance de me levantar, p
ois só você me pode e
stender a mão, m
as se não for por amor m
e deixe aqui no chão."
Roberto Carlos
“Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. Com fórceps é que a criatura não sai.”
Martha Medeiros
“Sei o que é perder um amor quando ainda se precisa dele. Já estiquei todas as pontas dos dedos para trazê-lo de volta, não alcancei mais. Minhas aspirações davam a entender que a parte dos dias que me caberia viver não passaria de histórias que talvez nunca chegassem a se completar, nem mesmo no papel.
Não tenho a oferecer nada além de um coração cortado, costurado e sem uma moldura traçada para sustentá-lo no ateliê de minhas esperanças. E não há nada que me faça deixar de sentir, mesmo tendo entregado cada folha ao barulho das tesouras. É com tristeza que vejo esvoaçar cada página de um sentimento meu. Elas pousam serenas num pisoteado chão de festa, que, apesar de ter amanhecido, não encontrou seu final.
Enquanto escrevo, fico olhando nossas fotografias tentando imaginar se ainda se lembra de nós. Toco o seu rosto com as mãos e o baú se fecha, guardando-nos num momento que não é mais o nosso. Fomos deixados sobre um tempo em que tudo enferruja, a começar pelos sonhos e a terminar pelo coração. Apenas minha caneta nos memoriza.
Recordarei, algum dia, o amor que vivemos. Talvez com outra caneta, que não a dessa história que já não nos pertence. Quero me lembrar de quem eu teria sido se tivesse ficado com você. E vou rabiscá-lo neste papel até que a tinta seque e nossas cores não se misturem mais.”
Pipa
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